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Mais informação e comunicação sobre a saúde é preciso 

Durante o 9º Seminário Nacional A Mulher e a Mídia, realizado em São Paulo, dias 22 e 23 de abril,  a repórter especial do jornal Folha de São Paulo Claudia Colucci e a diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão Marisa Sanematsu falaram ao Observatório Saúde na Mídia (OSM) sobre a importância de se monitorar os sentidos da saúde na imprensa e o papel da Fiocruz nessa comunicação. A estudante de sociologia da Universidade Federal Fluminense,  Andreza Cunha, estagiária do Observatório Saúde na Mídia, vem acompanhando desde novembro a cobertura midiática sobre tema e participou do evento, realizado pelo Instituto Patricia Galvão, com apoio da Fundação Ford.

OSM – Qual a importância de um Observatório de Saúde na Mídia? Como avalia o papel da Fiocruz nessa área da comunicação?

Claudia Colucci, repórter especial do jornal Folha de São Paulo - Eu acho necessário! Mas, eu acredito que essas informações deveriam circular mais, porque muitas vezes fui à Fiocruz para discutir sobre essas questões.  A gente vê tanto material científico sendo produzido sobre a mídia, mas a mídia não fica sabendo disso. O que está sendo feito? Como podemos melhorar? Como os pares da academia estão enxergando chegando o trabalho? Fica cada um trabalhando no seu “mundinho”, no seu quadrado. É importante que tenha alguém de fora fazendo essa análise. Mas acho importante chegar à mídia, e não só mandando o release, mas  marcando um encontro, indo até as redações , tentando mostrar o resultado, o que vocês estão enxergando. É preciso dialogar mais. Se não, existe  o resultado do que estar sendo pesquisado, sem conseguir entender como isso tem sido produzido. Como coloquei aqui (no evento) as redações estão enxutas, você tem poucas pessoas dedicadas à saúde, e quando acumulam essas epidemias todas ao mesmo tempo , é um absurdo. Porque você tem uma pessoa para fazer mil coisas, dengue, zika, chikungunya e H1N1.” 

Marisa Sanematsu- Em primeiro lugar é sempre importante trabalhar com comunicação principalmente no que desrespeito à saúde, porque a gente sabe que aqui no Brasil, tem se agravado muito a crise do sistema de comunicação e das redações, onde você tem profissionais que normalmente não estão preparados para falar de saúde. Isso é um problema, que já era antigo e hoje está muito mais grave. Porque saúde é um tema complexo, que você tem saber escolher as palavras, a forma e o conteúdo adequado de cada veículo, pensando em cada público. A informação deve ser passada com o maior cuidado e critério porque tem um impacto direto sobre vida das pessoas. Então, acredito que seja de suma importância a iniciativa como a de vocês, de fazer um observatório de mídia e saúde! Num primeiro aspecto, que eu acredito que vai ser o trabalho de vocês, é importante  pelo monitoramento que vocês vão fazer do que a mídia informa sobre saúde. E se estiver desinformando, esse monitoramento vai apontar os problemas de comunicação, e também soluções, propostas e ideias, na direção do aperfeiçoamento dessa comunicação. Então eu acredito que o trabalho de vocês com o lançamento do site vai ser muito importante. A Fiocruz em si,  tem que se comunicar mais. Ela faz  comunicação para os especialistas da comunidade científica e os profissionais de saúde, mas eu acredito que a Fiocruz ainda precisa trabalhar a sua comunicação com a população. Nessa direção, acredito que o observatório pode ser uma ferramenta importante para se trabalhar tanto a comunicação da instituição como também para contribuir para melhorar a comunicação da mídia em geral no que diz respeito à saúde.

 

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