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Observatório Saúde na Mídia

Observatório Saúde na Mídia

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Quem somos

 

Origem: produção de sentidos sobre dengue

 

O Observatório Saúde na Mídia faz parte das atividades do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde (Laces) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz). Sua origem remonta à pesquisa Avaliação da Comunicação na Prevenção da Dengue, realizada entre 2003 e 2007, que visava a criação de um observatório dedicado à investigação do processo de construção de sentidos sobre saúde na imprensa, a partir do monitoramento midiático sobre a dengue. Finalizada a pesquisa, foi lançado o Observatório Saúde na Mídia (OSM), em 2008. Proposto por Inesita Soares de Araújo e coordenado por Umberto Trigueiros, ambos do Icict, contou com a parceria de outras unidades da Fundação, como a Fiocruz Pernambuco, a Fiocruz Brasília e a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), através da revista Radis, além da colaboração da Coordenadoria de Comunicação Social da Presidência da Fundação.

 

Desde o início, o projeto se propôs a realizar o acompanhamento crítico sobre os modos pelos quais os meios de comunicação produzem sentidos sobre o SUS e sobre temas específicos da saúde, bem como  contribuir para a luta pela democratização da comunicação na sociedade em geral e na saúde em particular. Sua atuação apresenta três objetivos específicos: 

a) monitorar meios de comunicação de grande circulação, em especial da imprensa escrita, na abordagem do tema saúde
b) analisar os modos pelos quais os meios de comunicação constroem discursivamente os sentidos da saúde e do SUS
c) fazer circular para pesquisadores, gestores, técnicos e para a população em geral, por diversos meios, os resultados dessas análises.

 

Observatório da mídia brasileira

 

O projeto piloto caracterizou-se pelo monitoramento diário de alguns periódicos impressos de grande circulação no país: O Globo e O Dia (Rio de Janeiro); Folha de S. Paulo e Jornal da Tarde (São Paulo); Correio Braziliense (Brasília); Jornal do Commercio e Folha de Pernambuco (Recife). A seleção dos jornais obedeceu aos seguintes parâmetros: escolha por um jornal de referência e outro de caráter mais popular e aproveitar a parceria com unidades da Fiocruz em outros estados para extrapolar o eixo Rio-São Paulo. As informações referentes aos conteúdos sobre saúde, selecionados a partir de uma categorização prévia, eram incluídas em uma  base eletrônica, para  proporcionar uma visão processual e extensiva capaz de fornecer subsídios para a realização de estudos qualitativos sobre diferentes temas. Desde o início, as pesquisas utilizam, em geral, a Análise Social de Discursos, que correlaciona os textos com suas condições de produção e circulação, entendendo estas como condições sociais, econômicas, políticas, institucionais e situacionais.

 

Em 2010 foi estabelecida uma parceria com o Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde (Nucom/SVS) do Ministério da Saúde, com duração de um ano. A parceria ampliou o número de periódicos acompanhados (foram incluídos os jornais Zero Hora/RS, O Estado de São Paulo/SP e Estado de Minas/MG) e levou à produção de  relatórios científicos:um  sobre a cobertura midiática sobre a dengue durante seus períodos de pico epidemiológico (2009/2010) e cinco sobre a Influenza H1N1, no contexto de surgimento da doença e da campanha Nacional de Vacinação realizada pelo Ministério da Saúde (2009 e 2010, respectivamente). Os documentos ofereceram subsídios para um olhar analítico sobre os modos como a mídia tratou os temas em saúde e informações qualificadas para a tomada de decisões sobre as relações entre governo e mídia em situações de risco. 

 

Vínculo pesquisa-ensino: iniciativa premiada

 

O Observatório  divulga seus resultados de pesquisa em publicações e eventos científicos nas áreas da comunicação e da saúde e mantém vínculo forte com o Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict/Fiocruz). Em 2011, foi realizado o curso de atualização “Saúde e Jornalismo: modos de produzir e analisar”, ofertado simultaneamente como disciplina do PPGICS, que teve como público-alvo profissionais de comunicação, especialmente jornalistas e assessores, além de profissionais da saúde que atuavam de alguma maneira no campo da comunicação. Essa atividade gerou o livro Saúde e Jornalismo – Interfaces Contemporâneas, financiado pela Faperj e publicado em 2014, reunindo trabalhos de docentes, pesquisadores e alunos envolvidos no curso. O livro foi tema do programa Ciência e Letras, exibido pelo Canal Saúde, da Fiocruz, e acessível neste link

 

Em 2012, o projeto foi contemplado com o Edital do Programa de Indução à Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (PIPDT) e deu início ao processo de digitalização do material impresso coletado - no total, mais de 15 mil folhas de jornais com textos sobre saúde. Além disto, o edital proporcionou a mudança na forma de organização do material arquivado, com um novo e mais ágil modo de recuperação e cruzamento de metadados.  A partir dele são gerados dados de caráter qualitativo e quantitativo que  permitirão compreender, de forma mais precisa, como a saúde se apresenta na mídia impressa dos principais jornais brasileiros. 

 

As atividades de pesquisa realizadas no âmbito do Observatório envolvem pesquisadores e alunos de especialização, mestrado e doutorado do Icict e têm gerado visibilidade e reconhecimento da comunidade acadêmica, por meio de prêmios e indicações, tais como: a menção honrosa no III Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas/2005, com o trabalho "Observatório de Mídia sobre Saúde: contra as desigualdades e pelo fortalecimento do quinto poder", dos pesquisadores Umberto Trigueiros e Wilson Borges, e a menção honrosa no IX Cogresso Brasileiro de Saúde Coletiva/2009 com o trabalho “Observatório Saúde na Mídia: um olhar sobre a gripe A”, da pesquisadora Izamara Bastos em coautoria com Inesita Araújo, Umberto Trigueiros e Karen Dias. O projeto conquistou ainda o  segundo lugar no Prêmio Freitas Nobre (categoria doutorado) do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Intercom/2011, primeiro lugar do mesmo prêmio no ano seguinte e indicação de trabalho na categoria mestrado no 12º. Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde, do Ministério da Saúde. 

 

Em 2015, o OSM iniciou uma parceria com a UFES, a partir do projeto "Doenças Midiaticamente Negligenciadas: a cobertura e invisibilidade de temas sobre saúde na mídia impressa, com publicação da  tese  Doenças Midiaticamente Negligenciadas: cobertura e invisibilidade de temas sobre saúde na mídia impressa", e da dissertação Interfaces da Comunicação e Saúde na Mídia Impressa e   o projeto de pesquisa "O drama epidêmico midiático no Brasil: um estudo da construção da dengue e H1N1 (2008-2010)".  No mesmo ano, o livro  Saúde e Jornalismo : interfaces contemporâneas, que possui parte dos textos de autoria de pesquisadores do Observatório, foi finalista do 57o Prêmio Jabuti, organizado pela Câmara Brasileira do Livro.

 

Atualmente, o Observatório Saúde na Mídia monitora diariamente  os jornais  O Globo e Folha de São Paulo.

 

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